Lúdio pedirá posicionamento público de deputados sobre votação de PLC e cobra auditoria

Em setembro, quando o Projeto de Lei Complementar nº36 foi votado pela primeira vez, 13 deputados foram a favor. Em dezembro, a aprovação foi unânime. Neste mês de fevereiro, no entanto, o veto do governador ao projeto foi mantido por 12 votos contra 11. Nas redes sociais, treze parlamentares afirmam que foram favoráveis ao projeto. A conta não bate. Para resolver este ‘problema’, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), autor do PLC, afirmou que irá pedir posicionamento público dos parlamentares na próxima sessão. Caso treze afirmem que votaram a favor do PLC, ele também vai requerer uma auditoria no sistema de votação.

“Na próxima sessão, semana que vem, eu vou cobrar dos deputados um posicionamento público no plenário, posicionem-se, venham à tribuna dizer como cada um de vocês votou aqui na tribuna, porque se 14 deputados, ou 14 deputados afirmarem que votaram pela derrubada do veto, nós vamos ter que pedir uma auditoria no sistema, porque eu tenho que acreditar que os 13 deputados ou 14 deputados estão falando a verdade”, afirmou o petista, na manhã desta sexta-feira (12), em entrevista à Rádio Vila Real.

Segundo matéria do Jornal A Gazeta, afirmaram que votaram pela derrubada do veto do governador os deputados Lúdio Cabral (PT), Janaina Riva (MDB), Delegado Claudinei (PSL), Silvio Fávero (PSL), Valdir Barranco (PT), Elizeu Nascimento (DC), Faissal Calil (PV), Allan Kardec (PDT), Paulo Araújo (PP), Ulysses Moraes (DC), João Batista do Sindspen (Pros), Thiago Silva (MDB) e Wilson Santos (PSDB).

“Eu fiquei surpreendido, fiquei decepcionado, porque não tem sentido a mesma Assembleia que em dezembro vota por unanimidade, 12 deputados mudarem de voto para se subordinar à maldade do governador mais uma vez, foi vergonhoso. E como a votação é secreta, só se agora, com essa informação, eu pedir uma auditoria no sistema de votação”, declarou Lúdio.

“Houve traição, houve covardia, e seria muito simples os deputados se pronunciarem publicamente dizendo qual posição tomaram, como votaram. E essa conta não fecha. Não foram 13 votos, registrados no sistema foram 11 votos”, completou.

Para além da auditoria, o deputado afirmou que estuda medidas de natureza judicial e de mobilização para continuar pautando o debate da maior isenção da taxação dos aposentados. O PLC, de autoria de Lúdio Cabral (PT), foi aprovado em primeira votação no último dia 24 de setembro, e em segunda votação dia 14 de dezembro. A proposta acaba com a cobrança da alíquota previdenciária para aqueles que ganham até o teto do INSS, de R$ 6,1 mil, revogando assim os parágrafos 5° e 6° do artigo 2° da Lei Complementar 654/20, que foi aprovada em janeiro e sancionada por Mauro Mendes.

Apesar de aprovado pelo plenário da Assembleia, o PLC foi vetado pelo governador, que chegou a dizer que os deputados fizeram uma “presepada” ao aprovarem o projeto, e o veto foi mantido pelo plenário.