Pré-candidato a prefeito afirma que “Era Campos” chegou ao fim

Pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, o empresário Flávio Vargas (PSB) analisou que a “Era Campos” na cidade está praticamente chegando ao fim.

Para ele, isso se deve ao fato do líder maior do clã, o senador Jaime Campos (DEM), juntamente com sua esposa, a prefeita Lucimar Campos (DEM), não disputarem o pleito eleitoral. E ainda porque o filho do senador, Eduardo Campos, não teria interesse em entrar na vida pública.

“O senador Jaime Campos já fez a parte dele e não é candidato. A prefeita Lucimar Campos não pode disputar a eleição. O Dudu [Eduardo Campos, filho do casal] não quer entrar na política. Até então, eles não têm grupo montado, não têm a definição de quem irão apoiar. Não vejo do outro lado quem possa se posicionar igual ao grupo que estamos formando. Nosso grupo está bem e organizado”, declarou Flávio Vargas.

O empresário do ramo de frigorífico revelou que seu nome foi aclamado por um grupo de seis partidos para ser o pré-candidato.

“A princípio cada partido iria indicar um nome, mas reunimos e foi batido o martelo pelo meu nome para enfrentar a disputa eleitoral”, declarou, ao informar que fazem parte dessa junção as siglas do PRB, Patriota, PSC, PSL, Pros e o PSB.

Questionado se existiria a possibilidade do grupo de Jaime apoiar o projeto de Flávio Vargas, ele refutou. “Não vejo possibilidade nenhuma, até porque eles têm os pré-candidatos deles lá, que até agora não sabe quem que é. Mas o pré-candidato do nosso grupo sou eu e não estamos preocupados com quem vem do lado de lá. Chegou a hora de testar outro grupo”, disse.

Quanto ao fato do discurso de Jaime Campos, que diz que outros grupos assumiram a Prefeitura e não fizeram diferença, Flávio Vargas associou os ex-prefeitos Murilo Domingos (já falecido) e Walace Guimarães (PV) próximos ao senador. 

“Walace veio para o PMDB sem ser do PDMB, sempre foi do grupo dele (Jaime). Toninho Domingos (irmão de Murilo) foi vice do Jaime e nunca foi contra ele. Nunca vi oposição a ele. Oposição que sei que era e militei ao lado dele era o Nico Baracat (já falacido), mas ele nunca ganhou a Prefeitura de Várzea Grande. Então oposição mesmo aos Campos nunca houve em Várzea Grande. Não é esse o nosso pensamento, de ser oposição, sim ser posição a Várzea Grande”, analisou.

Atração de empresas

Flávio Vargas defende a formação de um novo grupo para chegar à Prefeitura, apostando em uma gestão moderna de atração de empresas e geração de empregos.

“Se você analisar Várzea Grande, comparando com outros municípios, estamos muito aquém dos outros municípios do Estado. Isso em vários quesitos. É preciso trazer para Várzea Grande mais empresas e gerar emprego, o maior problema nosso hoje. Aqui só se vê empresa fechando. Não vejo esse governo procurando trazer empresas, igual ao exemplo de Rondonópolis, que várias empresas foram para lá, e Várzea Grande com várias empresas saindo”, pontuou Flávio Vargas.

Ele acredita que o esvaziamento de empresas de Várzea Grande não se trata de um problema somente municipal, mas também de uma questão estadual. Flávio Vargas defende políticas de incentivo, tanto municipal como estadual, para atrair empresas para o município. “Sem incentivos as empresas não vem. Ou fazemos uma política para resgatar essas empresa ou Várzea Grande continuará sendo essa cidade dormitório que vemos hoje”, disse.