Ministro exige transparência na Santa Casa

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou ontem (22.04), que está disposto a ajudar a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, desde que seja apresentado um relatório completo sobre a origem da dívida e um plano de recuperação econômica da instituição. A afirmação foi feita durante reunião, na Assembleia Legislativa, com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, representantes de oito instituições filantrópicas de saúde no Estado, parlamentares federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

Convocada pelo senador Wellington Fagundes, a reunião serviu para mostrar que há disposição do governo federal, do governo do Estado e da própria Assembleia Legislativa em ajudar a Santa Casa a sair da crise. A unidade hospitalar está fechada há mais de um mês e os funcionários não recebem salário desde outubro do ano passado. “Estamos falando de uma instituição que tem 202 anos e que é fundamental para atender pacientes da Capital e do interior do Estado”, disse o senador.

A exigência de um relatório sobre a origem da crise na Santa Casa e um plano de recuperação vêm sendo solicitado pelo ministro da Saúde em todas as reuniões que foram realizadas em Brasília, com a presença do prefeito Emanuel Pinheiro e parlamentares de Mato Grosso.

Segundo o ministro, a situação da Santa Casa não é única. A crise financeira se espalha por várias instituições filantrópicas de saúde em todo o Brasil. “Há grupos de discussão sobre esse assunto tanto no Congresso Nacional quanto no ministério”, disse. Mandetta sugere união de vários segmentos da sociedade para salvar essas instituições. “Mas é preciso transparência”, explicou.

O senador Wellington Fagundes também apontou o problema representado pela paralisação das obras do novo Hospital Universitário Júlio Muller, que poderia estar contribuindo para reduzir a crise da saúde no Estado se já estivesse funcionando. Paradas há seis anos, a obra estava sendo construída na estrada que liga Cuiabá a Santo Antônio de Leverger. “Há R$ 90 milhões disponíveis para essa obra, mas ela continua parada e poderia estar oferecendo 230 leitos”, disse.

Durante a visita do ministro a Cuiabá, ele lançou, no período da manhã, a 17ª Campanha de Vacinação das Américas, que vai até o dia 31 de maio e pretende vacinar a população contra várias doenças, como o sarampo, rubéola, gripe e poliomielite.

À tarde, ele participou da inauguração de mais uma ala do novo Pronto Socorro de Cuiabá, que já está atendendo a 90 pacientes em clínica geral. A obra contou com recursos viabilizados pelo senador Wellington Fagundes e o ex-senador Blairo Maggi, que conseguiram, junto ao governo federal, a liberação de R$ 100 milhões no final do ano passado.

Na ocasião, o ministro assinou a liberação de mais R$ 48 milhões para a conclusão da obra.